sábado, 6 de agosto de 2011

Agrados

Olá, humanos!




Arrependo-me de não ter tido a coragem de fazer vestibular para Letras na UFMG e no CEFET, no ano passado. Uma coisa me chamou muito a atenção, nesse curso:


O fato de eu escrever importa.


Saudações literárias

Ensaio sobre a maturidade

Olá, humanos!


Tive o prazer de, no meio do ano, passar no vestibular do CEFET – para Letras, claro. Durante o primeiro semestre desse ano, fiz um cursinho pré-vestibular, mas eu não tinha a menor paciência e acabava dormindo nas aulas. Não por descaso, mas percebi que os professores tentavam me ensinar coisas que eu já sabia e já dominava perfeitamente, mas agora com "macetes" que, teoricamente, nos ajudariam a fazer a prova do vestibular. Mas eu já passei pela escola, já fiz diversas provas, já gravei o que tinha de ser gravado. É claro que eu não tiraria total numa prova aberta da Federal, mas isso é uma questão de aprofundamento.

Passar no CEFET foi o grande triunfo do meu ano –  na verdade houve uma alegria maior, mas não falarei sobre ela por agora. Isso porque eu tinha em mente que tudo mudaria, que na faculdade tudo seria muito diferente. Descobri recentemente que tomei uma grande aversão a escolas, não pelas aulas, mas por todos aqueles pré-adolescentes gritando e exibindo seus telefones celulares nas calçadas. Minha vontade sempre foi de perguntar ao líder de um grupinho o porque da gritaria se eles estão sempre tão próximos. Concordo com meu ex-professor de Matemática: falar baixo é sexy.

Ontem, ao sair da faculdade, quase onze horas da noite, percebi que nossa vida não varia tanto quanto pensamos – ou queremos. Fui para a calçada esperar pela van que me leva para casa; coisa que eu tenho feito após as aulas nos últimos quatorze anos. E percebi que eu não estava milagrosamente mais madura que no ano passado. Trata-se de um processo gradual, é claro, mas é estranho notar que não ocorre nenhuma mudança gritante de um ano para o outro. 


Saudações literárias